
Quem quer um teclado compacto, mas não abre mão das setas, da fileira de funções e de uma experiência mecânica mais refinada, encontra no AULA F75 Azul Glacial uma opção particularmente interessante. O modelo tem layout 75%, conexão Bluetooth 5.0, wireless 2,4 GHz e USB-C, além de RGB e hot-swap.
No Mercado Livre, a versão Glacial Blue aparece atualmente na faixa de R$ 348 a R$ 440, enquanto uma listagem de comparação de preços registra ofertas próximas de R$ 379. O ponto forte é que, nessa faixa, o F75 entrega recursos normalmente encontrados em teclados mecânicos mais caros.
Por dentro do AULA F75
O F75 adota um formato 75% com cerca de 80/81 teclas, reduzindo bastante o espaço ocupado na mesa sem eliminar as setas direcionais e a linha de funções. O modelo analisado é voltado ao mercado internacional e utiliza layout ANSI/inglês US, portanto quem está acostumado ao ABNT2 precisa prestar atenção antes da compra.
A conexão é um dos maiores diferenciais. O teclado pode funcionar por USB-C, Bluetooth 5.0 ou wireless de 2,4 GHz, permitindo alternar entre diferentes equipamentos. Há compatibilidade anunciada com computadores, notebooks, tablets e celulares, além de consoles compatíveis.
Por dentro, a construção utiliza montagem gasket, com várias camadas de materiais para amortecimento. O conjunto inclui espuma e silicone entre a PCB e a estrutura, buscando reduzir o ruído oco e deixar a digitação mais macia. As keycaps são PBT e o PCB suporta hot-swap de switches de 3 e 5 pinos, permitindo trocar os switches sem solda.
A alimentação fica por conta de uma bateria de 4.000 mAh. Dependendo da configuração e do uso do RGB, a autonomia muda bastante: especificações divulgadas para o modelo indicam aproximadamente 17,5 horas com iluminação ligada e até cerca de 266 horas com o RGB desligado.
O conjunto ainda inclui RGB personalizável, rollover de teclas e um knob multifuncional para controlar funções como volume e iluminação. Em outras palavras, não é apenas um teclado compacto: a proposta é entregar uma experiência próxima à de um teclado customizado já montado.
Pontos fortes
- Três formas de conexão: USB-C, Bluetooth e 2,4 GHz tornam o F75 adequado para quem alterna entre PC, notebook e dispositivos móveis. No uso cotidiano, isso evita ficar preso ao cabo e ainda permite utilizar uma conexão de baixa latência para jogos.
- Hot-swap de 3 e 5 pinos: é um recurso que prolonga a vida útil do teclado como projeto. Se você quiser experimentar outro tipo de switch no futuro, não precisa comprar outro teclado nem recorrer a soldagem.
- Construção gasket bem trabalhada: as diversas camadas de amortecimento ajudam a reduzir a reverberação da carcaça. Avaliações de compradores destacam justamente a sensação de digitação macia, o som agradável e a construção sólida.
- Keycaps PBT: o material tende a resistir melhor ao brilho causado pelo uso contínuo do que keycaps ABS simples. Para quem passa muitas horas digitando ou jogando, isso é uma vantagem prática, não apenas estética.
- Knob de controle: o botão físico facilita ajustes rápidos de volume e iluminação sem recorrer a atalhos de teclado. É um detalhe pequeno, mas útil para quem trabalha e joga no mesmo computador.
- Avaliação muito alta no Mercado Livre: a página do modelo Glacial Blue registra 4,9/5 em mais de 300 opiniões, com notas particularmente altas para conforto e qualidade dos materiais. Os comentários também destacam a sensação das teclas, construção, RGB e autonomia.

Limitações reais
- Layout US pode incomodar quem precisa de ABNT2: esse é provavelmente o maior ponto de atenção para usuários brasileiros. A versão Glacial Blue encontrada no Mercado Livre é anunciada como Inglês US, portanto a disposição de algumas teclas e símbolos não corresponde ao teclado brasileiro.
- Software é dependente do Windows: avaliações apontam que o programa de configuração é instalado localmente e tem foco no Windows. Para quem usa macOS ou Linux, isso limita parte da personalização disponível.
- Não espere autonomia máxima com RGB ligado: os 4.000 mAh parecem generosos, mas a própria especificação mostra uma diferença grande entre usar iluminação e deixá-la desligada. Quem pretende manter RGB constantemente aceso terá de recarregar o teclado com muito mais frequência.
- Há variações de switches entre anúncios: o F75 é vendido com diferentes opções de switches, como LEOBOG Reaper e Graywood V3. Por isso, não é seguro comprar apenas pelo nome “AULA F75” sem conferir qual switch acompanha exatamente a oferta escolhida.
- Alguns detalhes são melhores em modelos mais recentes: o F75 continua competitivo, mas já existem versões atualizadas e teclados 75% com recursos adicionais. Se a diferença de preço for pequena, vale comparar antes de fechar a compra.
Comparação rápida
O AULA F75 Pro é a alternativa natural para quem gosta da proposta, mas quer uma versão mais recente. Porém, o F75 convencional continua sendo mais interessante quando encontrado perto dos R$ 350–400, principalmente porque já oferece gasket mount, hot-swap, RGB, bateria de 4.000 mAh e conexão nos três modos.
Para quem não precisa de wireless ou hot-swap, existem teclados mecânicos mais baratos. O problema é que eles normalmente perdem justamente os recursos que tornam o F75 interessante.
Veredito: para quem vale a pena?
O AULA F75 vale a pena para quem procura um teclado mecânico 75% versátil, silencioso e personalizável, especialmente jogadores e usuários que alternam entre computador e outros dispositivos. A combinação de gasket, PBT, hot-swap, três modos de conexão e bateria de 4.000 mAh é forte para a faixa de preço encontrada.
Eu evitaria o modelo apenas se ABNT2 for indispensável, se você depender de software completo fora do Windows ou se encontrar um teclado mais novo com recursos equivalentes pelo mesmo preço. Para quem aceita o layout US, o F75 continua sendo uma das opções mais completas nessa faixa.


